Bob Jessop
O artigo pode ser lido na integra no Site:
www.scielo.br/pdf/rsocp/v17n33/v17n33a10.pdf -
Poulantzas afirmou que O Estado, o poder, o socialismo, sua última grande obra, completou a teoria do tipo
capitalista de Estado que Marx e Engels deixaram incompleta. Embora essa imodesta mas provocativa
afirmação certamente mereça discussão, ela não pode ser avaliada seriamente em um curto ensaio. Em vez
disso, neste artigo desenvolver-se-ão quatro argumentos principais. Em primeiro lugar, Poulantzas elaborou
uma contribuição maior para a teoria do tipo capitalista de Estado que vai bem além das análises
marxistas mais convencionais e contrasta marcadamente com estudos sobre o Estado na sociedade capitalista.
Em segundo lugar, ele desenvolveu uma abordagem mais ampla para o Estado como uma relação
social que sustenta o tipo capitalista de Estado, diversos estados nas formações sociais capitalistas e a
condição estatal de modo geral. Em terceiro lugar, ele adotou ambas abordagens em suas próprias análises
teóricas e históricas. Em quarto lugar, sua análise da forma atual do tipo capitalista de Estado era altamente
presciente, com o “estatismo autoritário” muito mais evidente agora que quando ele notou os traços de
seu surgimento nos anos 1970. Após desenvolver esses argumentos, o artigo também indica algumas limitações
básicas da abordagem de Poulantzas para a teoria materialista do Estado, concluindo que O Estado,
o poder, o socialismo deveria ser percebido como um clássico moderno.
O artigo pode ser lido na integra no Site:
www.scielo.br/pdf/rsocp/v17n33/v17n33a10.pdf -
Poulantzas afirmou que O Estado, o poder, o socialismo, sua última grande obra, completou a teoria do tipo
capitalista de Estado que Marx e Engels deixaram incompleta. Embora essa imodesta mas provocativa
afirmação certamente mereça discussão, ela não pode ser avaliada seriamente em um curto ensaio. Em vez
disso, neste artigo desenvolver-se-ão quatro argumentos principais. Em primeiro lugar, Poulantzas elaborou
uma contribuição maior para a teoria do tipo capitalista de Estado que vai bem além das análises
marxistas mais convencionais e contrasta marcadamente com estudos sobre o Estado na sociedade capitalista.
Em segundo lugar, ele desenvolveu uma abordagem mais ampla para o Estado como uma relação
social que sustenta o tipo capitalista de Estado, diversos estados nas formações sociais capitalistas e a
condição estatal de modo geral. Em terceiro lugar, ele adotou ambas abordagens em suas próprias análises
teóricas e históricas. Em quarto lugar, sua análise da forma atual do tipo capitalista de Estado era altamente
presciente, com o “estatismo autoritário” muito mais evidente agora que quando ele notou os traços de
seu surgimento nos anos 1970. Após desenvolver esses argumentos, o artigo também indica algumas limitações
básicas da abordagem de Poulantzas para a teoria materialista do Estado, concluindo que O Estado,
o poder, o socialismo deveria ser percebido como um clássico moderno.
PALAVRAS-CHAVE: Poulantzas; teoria marxista do Estado; tipo capitalista de Estado; estatismo autoritário.
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