domingo, 6 de novembro de 2011

Ó que Mundo não Maravilhoso!

Esse breve texto é um apreensivo e triste desabafo, pois gostaria que o seu título fosse diferente e os motivos de minhas inquietantes reflexões não fosse sequer um pesadelo do tipo daqueles que nos fazem acordar com o coração palpitando. O conturbado cenário nacional e internacional e suas turbulências nos colocam em compasso de espera. Abro as páginas dos noticiários e fico a imaginar qual será a próxima tragédia anunciada e constato como há setores que de mortes se alimentam.

Em um curto espaço ocorreu à tragédia lá na Noruega, motivos, intolerâncias, patologias mentais, incitação ao ódio. No Brasil, uma criança, um Anjo, o menino Juan, no município de Nova Iguaçu foi assassinada por Policiais Militares. Assistimos a primavera árabe, trazendo sinais de ruptura e de esperanças, mas, presenciamos as armas da solidariedade da OTAN com fortes calibres, proporcionando-nos um espetáculo apocalíptico.

Como se não bastasse o horroroso espetáculo midiático com as cenas do linchamento público de Kadafi e a exibição de seu corpo por quatro dias, a bola da vez agora foi a exibição triunfante da notícia da morte de Afonso Cano, líder guerrilheiro na Colômbia. No cálice em que certos setores sorvem essas “prazerosas vitórias, o espumante é sangue”.

Tai as alternativas de diálogos que nos brindam, ou seja, o não diálogo, do tipo pistoleiro. Esses espetáculos macabros são para que não esqueçamos sobre algo bem antigo de uma certa diplomacia, “Fale Macio, mas com um Porrete no Bolso” . Esse é o diálogo desses setores mortíferos.


domingo, 30 de outubro de 2011

Notícias do Brasil: Saúde Lula, respeito ao Povo brasileiro

Ao escrever essas breves linhas, acabo de me dar conta da notícia da enfermidade do ex- Presidente Lula. Essa notícia, por aqui,  já é uma das mais freqüentes nas rodas de bate-papo. Eu desejo ao ex- metalúrgico e ex-presidente, pronto restabelecimento. Embora solidário a Lula nesse momento, algumas indagações surgem nas conversas. Um amigo fez a seguinte observação, já pensou se fosse eu? Há quanto tempo não teria que esperar na fila do Sistema Único de Saúde? Ou seja, do (SUS).

Olha de fato, embora, Lula esteja passando por esse drama pessoal, essa observação feita pelo meu amigo é fato verídico. O drama da população brasileira em relação à prestação de um serviço público de saúde de qualidade constitui-se um grande gargalo e fonte constante de preocupação. Ao ex-metalúrgico e ex-presidente Lula meus sinceros votos de pronto restabelecimento e saúde, ao povo brasileiro, meus sinceros votos de mais respeito.    

terça-feira, 18 de outubro de 2011

A URSS diante da Prestroika e da Glasnot

A Entrevista Completa de Gorbachev pode ser lida no Site:
http://pt.euronews.net/2009/11/05/mikhail-gorbachev-antigo-presidente-da-urss/

euronews – Depois de passar mais de um ano na presidência, um golpe de Estado obrigou-o a demitir-se em 1991. Logo depois a União Soviética desapareceu. Porque falhou o projecto?
M.G. – Antes do mais, não estou de acordo com a conclusão de fracasso do nosso projecto. Pelo contrário, foi um sucesso tal que as reformas democráticas puderam começar na União Soviética. Depois da desintegração, a Rússia de hoje continua a desenvolver-se, a economia de mercado e o pluralismo em diferentes áreas como a política, as ideologias, a religião, etc.
Mais ainda, hoje podemos ver como resultado dessas mudanças, que já nada pode obrigar o país a fazer marcha atrás, apesar de a Perestroika ter sido interrompida à força.
Portanto a Perestroika ganhou, e sobre isto, a minha opinião é diferente da sua. Fui eu quem perdeu como homem político… mas isso acontece.
Também devo dizer, que durante todas essas mudanças não houve derramamento de sangue ou quase. Infelizmente houve algumas vítimas mas pudémos evitar um banho de sangue.
E essa é mais uma vitória da Perestroika.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

A Colonização do Brasil

http://novahistorianet.blogspot.com/2009/01/colonizao-do-brasil.html
Prof.º Leonardo Castro

A chegada dos portugueses a terras brasileiras em 1500 colocou em confronto duas culturas notadamente diversas. A européia que tinha em sua base cultural as monarquias, as relações mercantis e o cristianismo. A indígena valorizava a vida comunitária, a relação com a natureza e a pajelança e o xamanismo. Logo vieram também os africanos sob a condição de escravos. Formou-se nos trópicos uma sociedade original. Para os europeus e seus descendentes, reproduziu-se no Brasil seus valores e a cristandade. Para os ameríndios, a destruição quase completa de sua cultura original e o extermínio de povos inteiros. Para os africanos e afro-brasileiros, a escravidão, o racismo e a discriminação.

Texto e Contexto“Para que prestem a utilidade desejada, as colônias não podem ter o necessário para subsistir por si, sem dependência da metrópole.”
(Do marquês de Pombal, 1776, justificando a política mercantilista e colonial.)

Os interesses econômicos orientaram a colonização do Brasil. Os portugueses aplicaram sua política mercantilista baseada em certas idéias econômicas. Na prática, o sucesso do mercantilismo dependeu dos mecanismos reguladores das relações entre colônia e metrópole. O mais importante desses mecanismos foi o monopólio comercial – o exclusivo, como se dizia na época.

Através do monopólio comercial, as colônias eram mercados fechados à concorrência estrangeira. Só podiam vender às suas metrópoles e só podiam comprar dela ou por seu intermédio.

Desenvolveu-se também a teoria do pacto colonial. Por esse pacto a metrópole tinha posse legal e plena jurisdição sobre suas colônias. Essas passavam a ser extensões da metrópole, constituindo com elas uma unidade políticas e jurídica e adotando seus objetivos e interesses.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

ASTROJILDO PEREIRA UM INTELECTUAL ENGANJADO

A BIOGRAFIA COMPLETA DE ASTROJILDO PEREIRA PODE SER ENCONTRADA NO SITE:

Com a vitória da Revolução Russa, em 1917, começou a afastar-se do anarquismo.
Em 1922, participou do congresso de fundação do Partido Comunista Brasileiro, então Partido Comunista do Brasil (PCB), em Niterói (RJ). Em seguida, foi eleito secretário-geral da nova organização e nessa condição fez sua primeira viagem à União Soviética, em 1924. No ano seguinte, o PCB iniciou a publicação do jornal A Classe Operária, que teve Astrojildo e Otávio Brandão como principais redatores. Em 1927, encarregado pela direção do partido de buscar contato com Luís Carlos Prestes, exilado na Bolívia, para propor-lhe entendimentos políticos, entregou ao líder tenentista diversos volumes de literatura marxista. Ainda nesse ano o PCB passou a estimular uma política de frente eleitoral com outros setores de esquerda, o que acabou resultando na criação do Bloco Operário, posteriormente rebatizado de Bloco Operário e Camponês (BOC). Em 1928, passou a fazer parte do Comitê Executivo da Internacional Comunista, eleito seu membro no VI Congresso da entidade.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Vianinha, o Autor e sua Obra

A Biografia de Oduvaldo Vianna Filho pode ser acessada em:
http://www.funarte.gov.br/brasilmemoriadasartes/tag/oduvaldo-vianna-filho/

Oduvaldo Vianna Filho (Rio de Janeiro, 04/06/1936 – 16/07/1974), o Vianninha, é um dos mais importantes nomes da cultura brasileira. Seu principal legado foi na dramaturgia, tendo escrito mais de 20 peças, além de roteiros para cinema e televisão. Também foi ator e agitador cultural. Sua vida e obra foram marcadas por intensa preocupação política e social. Vianninha foi participante ativo do Teatro de Arena, fundador do Centro Popular de Cultura (CPC) da União Nacional dos Estudantes (UNE) e do Grupo Opinião...

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

A Frente Democrática e o Cerco ao PCB, Olhos no Presente e no Futuro

Uma vez vitorioso o golpe civil-militar em 1964 e com a consolidação da ditadura fez-se necessário avaliar suas causas e pensar quais seriam os caminhos que levariam a sua superação. Estas discussões não seriam fáceis aos comunistas brasileiros. Em relação a esses dois aspectos não houve unanimidade e pelo contrário o que se presenciou foi uma fragmentação política e orgânica do PCB. O acerto de contas seria muito caro a esta organização, cuja direção se dividiu.

Duas tendências principais se confrontaram na direção do PCB, havia um setor expressivo composto por líderes como Carlos Marighela, Mário Alves, Apolônio de Carvalho e Jacob Gorender que defendia que o partido errou por sérios desvios de direita e foi demasiado conciliador, colocando-se a reboque da burguesia e do governo Goulart, outro setor do partido liderado por dirigentes de peso como Luís Carlos Prestes, Giocondo Dias, Armênio Guedes e Dinarco Reis defendia que os erros do partido foi justamente o de ter sido demasiado esquerdista, sectário, não avaliando a real correlação de força do momento, contribuindo para o isolamento do governo.

O que se viu a seguir foi uma sucessão de acusações mútuas que levaram a várias cisões nas fileiras do PCB. Organizações políticas como a ALN, o PCBR e o MR-8 surgiram neste contexto. Os seus membros fizeram a opção pelo enfrentamento armado à ditadura. Estas organizações envolveram-se em projetos de incentivos luta guerrilheira no Brasil. O PCB ao contrário optou pela formação Frente Democrática e condenou publicamente a luta armada. Esta opção possibilitou-lhe a se aproximar de outros importantes setores políticos e a atuar na organização do antigo MDB, Movimento Democrático Brasileiro, que veio a se constituir numa importante força da oposição democrática ao governo arbitrário da ditadura.

O caminho proposto por aquelas organizações que optaram pela luta armada teve um fôlego curto e não se constituiu enquanto uma opção viável. A maior parte destes grupos foi dizimada pelas forças da repressão em pouco espaço de tempo. Em contrapartida as eleições de 1974 foram fundamentais, pois se registraram importantes vitórias da oposição. Paradoxalmente foi neste período em que a Frente Democrática representada pelo MDB demonstrava sinais de vitalidade com os resultados destas eleições que o PCB um dos seus fundadores sofreu uma forte repressão que resultou em assassinatos e desaparecimentos de vários de seus membros, um terço de sua direção nacional foi assassinada pela repressão militar.

Após aniquilar as organizações guerrilheiras passou-se a montar o cerco ao PCB, pois era preciso quebrar-lhe a espinha. A sua orientação política de arregimentação de forças que se opusessem a ditadura e de fortalecimento dos movimentos sociais, confirmava-se justa e despontava como o melhor caminho de sua superação. Nesta orientação defendia-se que o regime militar não poderia ser derrotado, mediante as ações de pequenos grupos militarizados e ditos de vanguardas. Ao contrário o que poderia levar a derrota da ditadura seria a atuação      de amplos setores sociais em defesa das causas democráticas.

Os mentores do regime ao reprimir o PCB tinham em mente, também fragilizar a oposição já que este partido era um dos seus principais organizadores. A fragilização do PCB poderia levar a fragilização do MDB e fazia parte de um complexo plano que tinha “olhos no presente e no futuro”, pois visava limitar os possíveis processos de abertura do regime e minimizar suas influências na condução da redemocratização da sociedade.